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18 DE AGOSTO – EDUCAÇÃO MUNICIPAL RJ VAI PARAR EM APOIO À GREVE NACIONAL DOS SERVIDORES CONTRA A REFORMA ADMINISTRATIVA (PEC 32)

Os profissionais da educação da rede municipal RJ irão paralisar as atividades por 24 horas na próxima quarta-feira, 18 de agosto, para participar do Dia Nacional de Lutas contra a PEC 32 (Projeto de Emenda Constitucional da Reforma administrativa). A categoria irá participar dos atos convocados pelo movimento unificado.

A PEC 32, se aprovada pelo Congresso, vai promover o fim do serviço público que está garantido atualmente em nossa Constituição, em todas as esferas (federal, estadual e municipal). A PEC acaba com a estabilidade no serviço público; trará mais arrocho salarial; o término do Regime Jurídico Único (mais terceirização e contratos temporários); apadrinhamento político, com a submissão dos servidores aos governantes.

A greve é um protesto contra a privatização dos Correios, aprovada pela Câmara dos Deputados esse mês, projeto este que ainda será debatido no Senado.

Um em cada três brasileiros e brasileiras ou está desempregado ou no desalento, porque desistiu de procurar um posto de trabalho e boa parte daqueles que têm emprego está na informalidade, precarizado, sem direitos – a inflação chegou, nos últimos 12 meses, a quase 9%.

A inflação é o resultado que o governo Bolsonaro/Guedes mostra à população; além de 15 milhões de desempregados e quase 600 mil mortos pelo covid, consequência direta da falta de uma política unificada e correta de combate ao vírus. Dessa forma, o Fora Bolsonaro é uma necessidade urgente!

Por sua vez, os profissionais de educação vão protestar contra a implantação do “novo ensino médio” e a “Base nacional comum curricular” – programas do governo federal que vão causar desemprego aos professores, diminuir a qualidade do ensino público e dificultar ainda mais o ingresso da população de baixa renda na universidade, aumentando as desigualdades.

A rede municipal RJ também irá protestar contra uma série de desmandos e ataques da prefeitura à categoria. Com isso, o Sepe convoca os professores e funcionários das escolas municipais RJ a protestarem contra:

– O salário congelado há mais de dois anos;

– Aumento da alíquota previdenciária para 14%, o que trouxe, na prática, com a falta de reajuste, redução salarial;

– Turmas cheias em várias unidades, criando aglomeração e dificultando a aplicação dos protocolos de segurança de combate à pandemia;

– Sobrecarga de trabalho, com os profissionais trabalhando no modo presencial e remoto;

– Corte do cartão alimentação para estudantes e merenda insuficiente em várias unidades;

– Punição aos grevistas, com descontos e inquéritos.

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