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Acaba de ser divulgado pelo Sepe o relatório de 23/08 da situação das escolas da rede municipal do Rio de Janeiro, tendo em vista a pandemia do coronavírus. O relatório é baseado nas denúncias dos profissionais da educação.

Neste novo relatório, o Sepe informa que 76 escolas vêm sendo mantidas abertas pela SMERJ, mesmo com casos ou suspeitas de covid-19 nas respectivas comunidades escolares – no levantamento anterior, de 19/08, eram 49 escolas; o do dia 17/08 relatava 31 escolas. Com isso, se comprova um crescimento, dia a dia, da contaminação pela doença na comunidade escolar.

O Sepe reivindica o fechamento imediato das escolas com casos de covid.

O sindicato também reivindica que o governo municipal feche todas as escolas até que a campanha de vacinação alcance um grau massivo de imunização da população e o município saia da bandeira vermelha (risco alto de contágio, fase em que se encontra atualmente, como de resto toda a Região Metropolitana, agravando a situação).

O levantamento do Sepe foi enviado para a SME, em ofício direto ao secretário Renan Ferreirinha.

Nessa segunda-feira (23/08), a vacinação contra o covid para os(as) adolescentes de 15 a 17 anos no município RJ, prevista para começar hoje, foi suspensa “devido à quantidade ainda insuficiente de doses”, segundo informa o site da prefeitura; as doses são entregues aos estados e município pelo Ministério da Saúde. Assim, uma importante faixa dos estudantes matriculados na rede pública ainda não tomou a primeira dose, apesar de já estarem tendo aulas presenciais nesse 2º semestre.

Leia o relatório do covid nas escolas municipais RJ 23/08.

Denuncie os casos de covid em sua escola.

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A vacinação contra o covid para os(as) adolescentes de 15 a 17 anos no município do Rio de Janeiro, prevista para começar nesta segunda-feira (23), foi suspensa “devido à quantidade ainda insuficiente de doses”, segundo o site da prefeitura; as doses são entregues aos estados e município pelo Ministério da Saúde.

Com isso, uma importante faixa dos estudantes matriculados na rede pública de educação ainda não tomou a primeira dose, apesar de já estarem tendo aulas presenciais nesse 2º semestre.

A situação nas demais regiões do estado é ainda pior, pois o percentual de imunizados com duas doses ainda é baixo e a faixa etária ainda está longe de atingir os adolescentes.

Na sexta-feira (20), foi divulgado o Mapa de Risco da Covid no estado, feito pela Secretaria de Estado de Saúde RJ (SESRJ), que mostrou quatro municípios na faixa roxa, com risco muito alto de covid: Mesquita, Itaguaí, Nilópolis e Seropédica. Além disso, existem 37 municípios na faixa vermelha, risco alto; dessa forma, 41 municípios de nosso estado ou quase a metade do total de cidades está em faixa roxa ou vermelha – sendo que a Região Metropolitana, a mais populosa, está toda na faixa vermelha.

A situação é ainda mais complicada quando se sabe que o Ministério da Saúde não está repassando com a celeridade necessária os imunizantes para os estados e municípios.

Lembrando que o último relatório do Sepe sobre a covid nas escolas municipais RJ comprova que a transmissão vem aumentando, com dezenas de unidades que vêm se mantendo abertas pela SMERJ, mesmo com suspeita ou confirmação de covid – Leia o relatório de 19/08.

Assim, o Sepe reitera a reivindicação de que as escolas públicas que tiverem casos confirmados sejam imediatamente fechadas. Também reivindicamos que a rede municipal RJ tenha as aulas presenciais suspensas devido à chegada em nosso estado da variante delta, duas vezes mais contagiosa do que as cepas anteriores.

Na rede estadual, a orientação é que o profissionais que ainda não estão com a imunização completa (duas doses ou a dose única) mantenham a Greve Pela Vida.

Aos profissionais da educação, pedimos que denunciem ao Sepe os casos de covid em sua escola; nesse link, os contatos do Sepe em todo o estado.

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Publicado no dia 20 de agosto, o decreto municipal n. 2979/2021 estabelece o patamar de 100% da capacidade de atendimento das escolas nos casos de bandeira amarela e verde; 70% em bandeira laranja e 40% no caso de bandeira vermelha. Esta medida ignora a real situação epidemiológica e ameaça a comunidade escolar.
Dados da Universidade de Oxford apontam que o Brasil tem a quinta maior taxa do mundo em mortes de Covid-19 por milhão (matéria do G1 de 21/8/21). O epidemiologista Pedro Hallal, coordenador do maior estudo epidemiológico sobre Covid-19 do Brasil, declarou nesta semana que o país tem a pior política pública do mundo no combate à doença (podcast Café da Manhã, da Folha de São Paulo, 20/8/21).
No dia 18/8, a prefeitura de Rio das Ostras estava com 81,8% dos leitos de UTI ocupados. O quadro no Estado inteiro é alarmante: a cidade do Rio tem 95% de seus leitos ocupados e há 8 municípios que atingiram 100% (UOL, 19/8/21). Trata-se do efeito da variante delta que tem se desenvolvido com rapidez.
Portanto, estamos em um momento em que precisamos redobrar os cuidados, e não flexibilizá-los. Medidas como esta que a prefeitura de Rio das Ostras decretou para as escolas são as que geram esse número tão elevado de óbitos em nossa sociedade.
A grande pergunta que temos a prefeitura são quais as obras estruturais foram feitas nas escolas para circulação de ar? Os refeitórios foram reformados? Os equipamentos de proteção como máscaras PFF2 foram comprados para os alunos? E se morrerem alunos, de quem será a responsabilidade?
Pelo que observamos nas redes escolares de todo o país, os protocolos sanitários das escolas são fantasiosos. O distanciamento entre estudantes não é seguido, faltam materiais, e a infra-estrutura de ventilação e janelas é inadequada. Flexibilizar aquilo que já não funciona direito é rifar a vida da comunidade escolar da nossa cidade.
O SEPE Rio das Ostras resiste em achar natural esse quadro em que vivemos. Não nos acostumaremos com a morte. E em todos os espaços possíveis seguiremos defendendo a vida. O prefeito não se preocupa igualmente com a saúde dos profissionais da educação, porque nem tentou adiantar a segunda dose da vacina, medida que também seria temerária porque a ciência indica que é necessário aguardar os prazos já experimentados para segunda dose, pra termos uma imunização completa.
A prefeitura que antes dialogava com o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, agora não responde os oficios do SEPE já faz há 3 meses, ou seja, os antigos elogios que o SEPE fazia pela regularidade de reuniões democráticas entre o poder público e o sindicato, deve ser substituído por críticas a enrolação sem fim por parte da prefeitura para marcar uma audiência para discutir educação, mesmo o conselho municipal de educação municipal, do qual o SEPE tem uma cadeira, há meses não vem discutindo a realidade da rede pública de educação, só discuti problemas relacionados a rede privada de ensino. A prefeitura não marca a audiência com o SEPE e mesmo assim mexe colocando a vida dos profissionais da educação em risco, sem nenhuma consulta e nenhum dialogo democrático, queremos audiência e queremos debater educação pública no conselho municipal, o mesmo já aprovou uma sessão extraordinária que ainda não ocorreu, queremos respostas urgentes, seguiremos mobilizando os educadores em defesa da vida.

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