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Diante da execução sumária da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes e de toda a comoção que esse crime trágico provoca, acreditamos ser importante que nós, professores e professoras, trabalhemos esse triste fato com os nossos alunos, dentro do que cada faixa etária tem condição de assimilar e refletir.

Para muito além da questão político-partidária da vereadora, a educação deve chamar para si a responsabilidade de romper com a hipocrisia dominante e desvelar as camadas de omissão da sociedade em relação às estruturas de poder que estão por trás dos diferentes preconceitos, da intolerância, do machismo, das desigualdades sociais, da violência urbana e das diferentes formas de punição com que são tratados aquelas e aqueles que ousam denunciar, agir, construir uma política que dê espaço para a fala “dos que não contam”, dos “invisíveis”.

A legitimidade de Marielle vinha de sua história. Sua representatividade era organicamente verdadeira e, por isso mesmo, revolucionária. É importante percebermos porque ela era uma referência que “tinha” que ser apagada, como tantas outras o foram, para que as estruturas de poder continuem intocáveis. 

Leiam também o texto que a vereadora enviou ao Jornal do Brasil no dia do seu assassinato, comentando a intervenção militar no Rio, e que foi publicado nesta sexta (16) – clique aqui para ler. 

Leia a nota do Sepe publicada na noite do assassinato.

Foto de Samuel Tosta do ato em lembrança de Marielle e Anderson, no dia 15/03.

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