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SEPE ESCLARECE DENÚNCIAS CONTRA ESCOLA  MUNICIPAL DE REALENGO CONTIDAS EM MATÉRIA VEICULADA EM SITE

Sepe visitou escola E.M. Azul e Branco, em realengo

Com respeito a uma reportagem publicada no Portal de notícias “Eu Rio!”, no dia 3 de agosto, com título “Escola municipal não substitui professora grávida e alunos ficam sem aula”, o Sepe RJ, também citado na referida matéria, vem a público esclarecer que o coordenador-geral Gustavo Miranda foi contatado pelo repórter Anderson Madeira do “Portal EU RIO”, tendo informado que a diretora da Escola Municipal Azul e Branco, localizada em Realengo, mesmo com a licença por gravidez de uma profissional, não havia procedido à substituição da professora, e a turma estaria sem aula.

O respectivo membro da direção informou que, nesta situação, a CRE precisa ser informada ou que entrasse em contato com 1746, no sentido de evitar a falta de profissionais. Reforçou ao repórter que existe uma política de “dupla regência” que serve exatamente para sanar a falta temporária de professores. Sobretudo porque a falta de profissionais é responsabilidade da SME.

Em nenhum momento a representação do SEPE RJ procurada aconselhou a substituição da profissional.

E no que diz respeito à reportagem, o trecho que diz que simplesmente a representação do SEPE “sugeriu que a denúncia seja feita no ramal 1746” dá a falsa impressão de que o coordenador consultado corrobora com a denúncia e com a narrativa da reportagem. O que não corresponde à verdade.

O SEPE RJ reafirma seu compromisso na defesa de uma educação pública e de qualidade e repudia a simplificação ou descontextualização dos seus pronunciamentos.

SEPE VISITA E.M. AZUL E BRANCA

Nessa sexta-feira (dia 6 de agosto), a direção do sindicato (regional 2 e central) esteve na Escola Municipal Azul e Branco para apurar os fatos e conversou com a diretora da unidade, Yvanzir Garcia Sant’Anna. De acordo com a diretora da escola, que foi aluna e tem, atualmente, um filho estudando na EM Azul e Branco, somente duas turmas não estariam sendo atendidas presencialmente em razão da professora se encontrar em período de gravidez. Esta professora teria optado por continuar com as turmas, mas com aulas de forma remota, exercendo o seu direito de trabalhar com o ensino à distância para cumprir os protocolos sanitários contra os riscos de contaminação pela covid-19.

A diretora acrescentou que uma mãe de aluno esteve na escola e questionou uma diretora adjunta. Diferentemente do que Portal “Eu Rio!” noticiou, ela não falou com a diretora. Esta mãe, insatisfeita com os esclarecimentos a respeito da opção da profissional de educação de exercer o seu direito e continuar atendendo seus alunos de forma remota, resolveu postar a sua revolta em redes sociais. Um repórter do Portal tomou conhecimento da questão e fez a matéria publicada dia 3 de agosto, mas ouvindo somente a responsável pelo aluno e acusando a unidade escolar de deixar os alunos sem aula por falta de professores. Mas, ao contrário do que foi noticiado, somente duas turmas estariam sendo atendidas pelo ensino remoto, em razão da gravidez da professora.

A EM Azul e Branco tem 20 turmas, sendo duas delas de educação especial e alunos com necessidades especiais incluídos em outras turmas. A escola tem um projeto de qualificação para valorizar os alunos especiais, que atualmente se encontra parado por causa da pandemia.

Ressaltamos, ainda, que em momento algum detectamos qualquer incorreção no procedimento da professora, que continua atendendo os alunos das suas turmas de forma remota, nem da direção da unidade, que realiza em conjunto com sua equipe um trabalho de qualidade pedagógica, além de desenvolver atividades voltadas para o atendimento inclusivo de alunos matriculados na Educação Especial.

O Sindicato sempre marcou a sua atuação pela busca do diálogo com a categoria e com a comunidade escolar em geral e, dessa maneira, nunca iria incentivar ou orientar responsáveis a realizarem denúncias contra o funcionamento correto das escolas.

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