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A direção do Sepe RJ se reuniu na manhã desta segunda-feira (14) com o novo secretário de Educação do estado do Rio de Janeiro, Alexandre Valle. Em pauta, as principais demandas da categoria, questão salarial, volta às aulas e reforma do Ensino médio, entre outras.

Estiveram presentes pelo Sepe, os coordenadores gerais Alex Trentino e Gustavo Miranda, e os diretores Luiz Guilherme Santos, Penha e Daniela Couto. Pela Secretaria Estadual de Educação (SEEDUC), além do secretário, toda sua equipe esteve presente.

– Volta às aulas presenciais: os diretores do Sepe formalizaram para a SEEDUC que a categoria se encontra em Greve pela Vida e que defende a volta às aulas presenciais apenas após a imunização completa e que estranhamos que a maior parte do estado esteja em bandeira laranja no exato momento em que a média móvel de mortes subiu em 40%. Defendemos que as escolas voltem a ser fechadas até que haja segurança sanitária para os profissionais da educação.

Aproveitamos para falar sobre os vários óbitos ocorridos em redes de ensino que optaram pela reabertura das aulas presenciais; também cobramos a possibilidade de antecipação do recesso, aprovada pela Alerj, como uma forma de manter as escolas fechadas.

Em resposta, o secretário e sua equipe disseram que trata-se uma volta com restrições, além de não ser obrigatória. Neste sentido, retornariam apenas os profissionais que fizeram a opção em questionário feito pelas escolas.

O secretário nos informou, ainda, que estavam monitorando a quantidade de professores vacinados e que, segundo a SEEDUC, esse número chega a 84% no estado (entre aqueles que tomaram apenas uma ou as duas doses); e também nos disse que era importante que houvesse a imunização completa dos profissionais da educação antes do retorno.

Desta forma, cobramos que a SEEDUC divulgue, o mais rápido possível, em documento oficial, esta garantia de que a volta às aulas presenciais é opcional para os professores e funcionários de escola.

Leia aqui um esclarecimento detalhado sobre o retorno opcional.

– Questão salarial: os diretores do sindicato fizeram uma explanação sobre a gravíssima situação financeira dos profissionais da educação, falando sobre os 7 anos sem reajuste e a tendência de precarização da nossa profissão.

O secretário disse que sabe da situação e quer analisar a melhor forma de valorização dos profissionais dentro do possível, e nos perguntou se tínhamos propostas.

A direção respondeu que a categoria reivindica o aumento salarial, tendo como referência o piso nacional, no caso dos professores, e o salário mínimo regional, no caso dos funcionários administrativos. Também explicamos que, dentro do regime fiscal, há a possibilidade de reposição da inflação e que apenas isto atenderia também aos aposentados; mesmo porque, o Executivo teve aumento de 11%. Além disso, citamos a importância de descongelamento do plano de carreira, da aplicação do 1\3 de planejamento e o aumento dos auxílios. Cobramos, ainda, que se envolva a Secretaria de Fazenda e o Conselho do Regime Fiscal neste debate, e que tanto a SEEDUC, como o Ministério Público e Defensoria Pública sejam envolvidos neste processo e tenham a valorização dos profissionais da educação como agenda prioritária.

NOTA DE PESAR

Infelizmente, em meio à audiência, ocorreu um triste incidente, que ocasionou a suspensão da reunião (esta será retomada na sexta-feira): a professora Eliane Martins Dantas, que trabalhava na SEEDUC, faleceu vítima de infarto fulminante. A direção do Sepe presta sua total solidariedade aos familiares e amigos de Eliane Dantas. Leia aqui a nota de pesar da SEEDUC.

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